Obras poéticas by Nicolau Tolentino


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Page 2



Fallo, Senhor, como penso;
Eu sei quanto he respeitado


Eu sei bem o alto conceito,



Filhas de amor, e respeito;




De poderem agradar-vos



Ordena, como sizudo,
Ao Illustre Neto, e Herdeiro,
Que das Sciencias no estudo
Vai dar o passo primeiro,


Qual ao Choupo Hera silvestre;
Que em Artes, virtude, e brio,
Mais, do que as regras do Mestre,
Siga os dictames do Tio;


Dizer-lhe = Se ao bem te inclinas,
Segue-o no estudo, e no Templo;

Elle te sirva de Exemplo.

Mas sigo inutil empreza,

Mistura-se esta fineza
Com os sagrados direitos
Do sangue, e da natureza;

Todo o mundo, em vosso abono,

E delles vos chama dono;




Nos arma de authoridade;

E dai-me felicidade,



Tudo quanto ha bom, escrito;
Juntai extremos, Senhor;

Juntai o mais bemfeitor.

Pois sabeis da Antiguidade

Deveis sentir mais piedade;
Quem tem mais filozofia,


Que eu nesta fresca espessura,
Entre estes Loiros sagrados,
Sentado sobre a verdura,
Cantarei Versos limados
A quem me fez ter ventura.

Deixarei em mil letreiros
O vosso Nome entalhado
Nos troncos destes Loureiros;
Possa elle ser respeitado
Do negro vento, e chuveiros;

Ramos sobre elle estendendo,
Dafne no seu peito o tome;
E eu, doces hymnos tecendo,
Verei ir o tronco, e o Nome


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Books | Photos | Paul Mutton | Fri 28th Feb 2020, 13:24