Obras poéticas by Nicolau Tolentino


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Page 35

[Nota de rodap� 20: Costum�o marcar com giz o que d�o fiado.]

Mas eu hum crime cometto,
Quando de ensinar-vos trato;
Quiz ser ao Principe grato,
Mas fui comvosco indiscreto;
Homem, como V�s, discreto
N�o preciza formulario;
A Egoa do Seminario[21]
Me deve os romp�es cravar,
Por eu querer ensinar
O Padre nosso ao Vigario.

[Nota de rodap� 21: Tinha alluz�o particular.]




_A' Illustrissima, Excellentissima Senhora D. Catharina Micaella de
Souza, tendo feito a honra ao A. de lhe offerecer huma Vestia de Setim;
e pedindo-lhe este que lembrasse o Requerimento, em que seu Irm�o
pertendia o Governo de hum Forte_.


Minha respeitoza m�o
De seus limites n�o sai;
A escritura, que aqui vai,
N�o he carta, he Peti��o;
At� ante os Thronos v�o
Vozes em papel incluzas;
As minhas n�o v�o confuzas;
S�o memorial mui claro;
Sou Poeta, dai-me amparo,
He obriga��o das Muzas.

N�o pe�o hoje para mim;
Bem cuberto anda meu peito;
Inda beijo, inda respeito
Huma Vestia de Setim.
Triste Irm�o tem j� no fim
Farda r�ta, e chamuscada;
Tem m� c�r, e he mal fadada;
Quer que a m�o piedoza, e franca,
Que a mim me deo Vestia branca,
Lhe d� Cazaca encarnada.




_Ao Illustrissimo, e Excellentissimo Senhor Conde de Villa Verde, hoje
Marquez de Angeja_.


Em sege estreita entaipados,
Sol � ilharga, Sol por cima,
Vinha eu, e o Padre Lima
Cheios de p�, e encalmados.
Eis-que na estrada atacados,

P�r�o as mulas baratas;
Cuidei eu que er�o Piratas,
Que tir�o vida, e dinheiro,
Fui ver se era o Clavineiro,
E achei duas A�afatas.

Trazi�o a arma mais dura,
Que nos peitos se tem posto,
Trazi�o ambas no rosto
O respeito, e a formozura.
Querem sege mais segura,
Porque a sua est� quebrada;
E em quanto o Padre na estrada
Lhe diz palavras pompozas,
As minhas m�os respeitozas
Lhe affoufav�o a almofada.

Trabalho infeliz fizer�o,
Porque meus Fados s�o tais,
Que acceitando tudo o mais,
A almofada n�o quizer�o.[22]
Debaixo dos p�s puzer�o

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Books | Photos | Paul Mutton | Thu 15th Jan 2026, 12:45