Obras poéticas by Nicolau Tolentino


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Page 23

Sei que devia ir pedillo
Respeitozo, e diligente;
Mas impede-me essa honra
Hum defluxo impertinente;

E quem em caza traz botas,
E vinte xaropes bebe;
E quando fahe, fahe mettido
N'uma loge de Algebebe;

Se fosse em tempo invernozo
Entrar na illustre Assembl�a
Com leve, ingleza cazaca,
Fina, transparente m�a;

Sem acabar cumprimentos,
Logo o corpo arripiado,
Gelada a voz sobre os bei�os,
Cahiria constipado;

E o Marcos largando os bules,
Pondo o Velho em quentes pannos,
Entre os applauzos dos vossos,
Praguejaria os meus annos;

Vossa bondade n�o quer
P�r o Cortez�o em risco,
De ir com Habito de Christo,
E vir no de S. Francisco;

Acceitai dahi meus votos;
Daqui a m�o vos beijei;
E dos doces que n�o como,
Domingo me vingarei;

Darei escumantes copos
Ao perum, e aos m�lhos seus;
Brindarei os vossos Annos,
Tratando mui bem dos meus.




CARTA.


_Aconselhando a hum Cebelleireiro, que n�o continuasse a fazer Versos_.


Pois que o talento inquieto
At� em poezia provas,
E queres �s mais desgra�as
Ajuntar desgra�as novas;

Pois, que em galantes cantigas
Teu Rival puzeste razo,
E coroado de trovas
V�s entrando no Parnazo,

Quero em trovas avizar-te,
Que ha baix�os nesta barra;
Vou ser Pr�gador trovista,
Vou ser hum novo Bandarra;

A occupa��o de Poeta
He nobre por natureza;
Mas todo o Officio tem ossos,
E os deste s�o, a pobreza;

Os dentes do bom Cam�es
Sej�o fieis testemunhas;
Muitas vezes esfaimados
N�o ach�r�o sen�o unhas;

Depois que seus frios olhos
Se fech�r�o no Hospital
Logo as Filhas da Memoria
Lhe ergu�r�o Busto immortal;

De que serve honra tardia?
Bem sei, que o rif�o vem torto;
Mas faz lembrar a cevada,
Que se deo ao asno morto;

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Books | Photos | Paul Mutton | Wed 14th Jan 2026, 14:15