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Page 22
Deixo o velho Anacreonte,
Hoje mettido a hum cantinho;
Sua meza nunca teve
T�o bons Versos, t�o bom Vinho;
Se os teve, V�s o roubastes
Por minha felicidade;
J� c� tem o Vinho, e os Versos
Quem delle s� tinha a idade;
Das escumas do Madeira
Vejo nascer a alegria;
Com as azas affugenta
A minha melancolia;
J� se perturba a cabe�a;
J� tenho emprestadas cores;
J� come��o a esquecer-me
As molestias, e os Cr�dores;
O tal Horacio enganou-se;
N�o conhec�o a parreira;
N�o se chamava Falerno;
Se era bom, era Madeira;
He bom, mas tira o juizo;
Mandai-mo, em vez de o beber;
N�o se arrisque neste jogo
Quem tem tanto que perder.
CARTA.
_Desculpando-se o Author de n�o ir a huns Annos_.
Senhora, em honra do Dia,
Esfor�ando a m�o pezada,
T�mo a Lyra, ha longo tempo
Ao silencio consagrada;
E em quanto lhe alimpo as cordas,
Que bolor aos dedos d�o,
E atarantadas aranhas
Despejando o b�co v�o;
C'os olhos ao ar al�ados
A' minha Muza pedia
Me d�sse son�ros Versos,
Dignos de Apollo, e do Dia;
Que me ensinasse a louvar
O ditozo Nascimento,
Que ao vosso brilhante S�xo
Trouxe mais hum ornamento;
Que pintasse a loira Venus
Vosso rosto bafejando;
Que me mostrasse as tres Gra�as
O rico ber�o embalando;
Que me ensinasse a cantar,
Cingida a testa de loiro,
Huns claros, triunfantes olhos,
Huns finos cabellos de oiro;
Que me fizesse augurar,
Rasgando ao futuro o v�o,
Amor consagrando as settas
Nos Altares de Hymen�o;
Mas as Muzas, como as Ninfas,
Tem para mim os p�s mancos;
Fogem de tr�mulas vozes,
Tremem de cabellos brancos;
Fiquei, pois, desamparado;
E merecendo desculpa,
De n�o vos mandar bons Versos,
Peco perd�o, sem ter culpa;
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