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Page 27
_Camilloff_�.
--N�o! nunca!--rugi com furor, amarrotando a carta, monologando a largas
passadas pelo melancolico claustro.--N�o, por Deus ou pelo Demonio! Ir
de novo bater as estradas da China? J�mais! Oh sorte grotesca e
desastrosa! Deixo os meus regalos ao Loreto, o meu ninho amoroso de
Paris, venho rolado pela vaga enjoad�ra de Marselha a Chang-Hai, soffro
as pulgas das bateiras chinezas, o fedor das viellas, a poeirada dos
caminhos aridos--e para qu�? Tinha um plano, que se erguia at� aos c�os,
grandioso e ornamentado como um troph�o: por sobre elle scintillavam,
d'alto a baixo, toda a sorte d'ac�es boas: e eis que o vejo tombar ao
ch�o, pe�a a pe�a, n'uma ruina! Queria dar o meu nome, os meus milh�es,
e metade do meu leito d'oiro a uma senhora Ti-Chin-F�--e n�o m'o
permittem os prejuizos sociaes d'uma ra�a barbara! Pretendo, com o bot�o
de crystal de Mandarim, remodelar os destinos da China, trazer-lhe a
prosperidade civil,--e veda-m'o a lei imperial! Aspiro a derramar uma
esmola sem fim por esta popula�a faminta--e corro o perigo ingrato de
ser decapitado como instigador de rebelli�es! Venho enriquecer uma
villa--e a turba tumultuosa apedreja-me! Ia emfim dar a abundancia, o
conforto que louva Confucio, � fam�lia Ti-Chin-F�,--e essa familia
some-se, evapora-se como um fumo, e outras familias Ti-Chin-F� surgem,
aqui e al�m, vagamente, ao sul, a oeste, como clar�es enganadores... E
havia d'ir a Cant�o, a Ka-�-li, exp�r a outra orelha a tijolos brutaes,
fugir ainda pelos descampados, agarrado �s crinas d'um potro? J�mais!
Parei: e de bra�os erguidos, fallando �s arcadas do claustro, �s
arvores, ao ar silencioso e fino que me envolvia:
--Ti-Chin-F�!--bradei--Ti-Chin-F�, para te aplacar, fiz o que era
racional, generoso e logico! Est�s emfim satisfeito, letrado veneravel,
tu, o teu gentil papagaio, a tua pan�a official? Falla-me! Falla-me!...
Escutei, olhei: a roldana do po�o, �quella hora do meio dia, rangia
devagar, no pateo: sob as amoreiras, ao longo da arcaria do claustro,
seccavam em papel s�da as folhas de ch� da colheita d'outubro: da porta
meio cerrada da aula vinha um susurro lento de declina�es latinas: era
uma paz severa, feita da simplicidade das occupa�es, da honestidade dos
estudos, do ar pastoril d'aquella collina, onde dormia, sob um sol
branco d'inverno, o burgo religioso... E com aquella serenidade
ambiente, pareceu-me receber na alma, de repente, uma pacifica��o
absoluta!
Accendi com os dedos ainda tremulos um charuto, e disse, limpando na
testa uma baga de suor, esta palavra, resumo d'um destino:
--Bem, Ti-Chin-F� est� contente. Fui logo � cella do excellente padre
Giulio. Elle lia o seu Breviario � janella, debicando confeitos
d'assucar, com o gato do convento no collo.
--Reverendissimo, volto � Europa... Algum dos nossos bons padres vai por
acaso em miss�o, para os lados de Chang-Hai?...
O veneravel superior p�z os seus oculos redondos: e folheando com unc��o
um vasto registro em letra chineza, ia assim murmurando:
--Quinto dia da decima lua... Sim, ha o padre Anacleto para Tien-Tzin,
para a novena dos Irm�os da Santa Creche. Duodecima lua, o padre Sanchez
para Tien-Tzin tambem, para a obra do Catecismo aos Orph�os... Sim, caro
hospede, tem companheiros para L�ste...
--�manh�?
--�manh�. � dolorosa a separa��o n'estes confins do mundo, quando as
almas se comprehendem bem em Jesus... O nosso padre Gutierrez que lhe
fa�a um bom farnel... N�s j� o amavamos como irm�o, Theodoro... Coma um
confeito, s�o deliciosos... As coisas est�o em feliz repouso quando se
acham no seu lugar e elemento natural: o lugar do cora��o do homem � o
cora��o de Deus: e o seu est� n'esse asylo seguro... Coma um confeito...
Que � isso, meu filho, que � isso?
Eu estava collocando sobre o seu Breviario aberto, n'uma pagina do
Evangelho de pobreza, um r�lo de notas do _Banco d'Inglaterra;_ e
balbuciei:
--Meu reverendissimo, para os seus pobres...
--Excellente, excellente... O nosso bom Gutierrez que lhe fa�a um farnel
copioso... _Amen_, meu filho ... _In Deo omnia spes_!...
Ao outro dia, entre o padre Anacleto e o padre Sanchez, montado na mula
branca do convento, desci o burgo, ao repique dos sinos. E ahi vamos
para Hiang-Hiam, villa negra e murada, onde atracam os barcos que descem
a Tien-Tzin. J� as terras ao longo do Pei-H� estavam todas brancas de
neve: nas enseadas baixas j� a agua ia gelando: e embrulhados em pelles
de carneiro, em roda do fogareiro, � p�pa do barco, os bons padres e eu
iamos conversando de trabalhos de Missionarios, de coisas da China, por
vezes dos interesses do C�o--passando em redor sem cessar o grosso
frasco da genebra...
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