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Page 45
Hum estomago sem forcas,
E �s leis geraes �nfiel,
Que n�o trabalha em diamante,
Como o de Fr. Manoel;
Que n�o tem, como este Padre,
Tanta fome obediente;
E olha j� para a gallinha
Como elle olha para a gente;
Para emendar semraz�es,
Que faz Arte, e Natureza,
Vai, fugido das Boticas,
Acoitar-se � vossa meza;
Mil vezes por outra cauza
Teve a honra de bussalla;
Indo ent�o por matar fome,
Vai hoje por despertalla;
Perdiz, ou branda vitella,
S�o deste remedio o nome;
Da vossa esplendida meza
Seja elogio huma fome;
E porque o Padre o n�o saiba,
Ser� a melhor cautella,
Mandar tirar a iguaria
Quando elle olhar para ella.
_Ao Illustrissimo, e Excellentissimo Senhor Marquez, de Ponte de Lima,
Ministro de Estado, pedindo-lhe o A. licen�a para ir ao remedio de
banhos, na occazi�o em que o mesmo Senhor se tinha encarregado de lhe
promever a merc� de se imprimirem as suas Obras na Officina Regia_.
CARTA.
Senhor, entreguei meu livro;
Foi esse filho mesquinho
Co'a esteril ben��o do Pai
Lan�ar-se aos p�s do Padrinho;
Dei-lhe em dote inuteis rimas,
Dei-lhe vazio thezoiro;
Mas vossas m�os milagrozas
Convertem nadas em oiro;
Do mal fadado Parnazo
Quebrareis o injusto encanto;
Nem sempre seus verdes loiros
Ser�o regados com pranto;
Impertinentes cr�dores
Largar-me-h�o em fim a rua;
O meu c�go abrindo a bocca
Lhes ha de fechar a sua;
At� apertados genios
Sem vontade comprar�o;
Far�o focinho � Poezia,
E obzequios � Protec�ao;
Mas, Senhor, de livro basta;
He �nsulto �s m�os em que anda
Passar de ser o meu livro
A ser a minha demanda;
Foi esse meu rogo ouvido;
Deixai que para outro mude;
Tem objecto inda mais alto,
He mais do que oiro, he saude;
Contra o mal que me tem feito
Raivozos Caniculares
Me off-rece a fresca Ericeira
Seus claros, s�dios mares;
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