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Page 42
MOTE.
_Hum suspiro de repente,
Hum certo mudar de c�r,
S�o evidentes sinaes
De que o peito occulta amor_.
GLOZA.
Debalde as penas, e os gostos
Disfar�ais, loucos Amantes,
Se os attentos circumstantes
Tem em v�s os olhos postos;
De que servem falsos rostos,
Se o cora��o desmente
N'um instante infelizmente
Sabe perdido o longo estudo,
Pois vem destruir-vos tudo
Hum suspiro de repente.
Nada faz cautella, ou medo
N'alma que dev�ras ama;
Esta turbulenta chamma
N�o sabe arder em segredo;
Sobe ao rosto, ou tarde, ou sedo,
Do escondido fogo o ardor;
Basta a declarar a dor,
V�mente n'alma guardada,
Huma palavra truncada,
Hum certo mudar de c�r.
Duro amor, que cora��o
Saber� nunca occultar-te?
Que vai fazer for�a, ou arte,
Onde as tuas settas v�o?
Cegos Amantes, em v�o
O vivo fogo abafais;
Esses descuidados ais,
Que sem tino ao vento d�veis,
S�o provas incontestaveis,
S�o evidentes sinais.
De que serve estar fallando
Sizudos, e comedidos,
Se esses olhos insoffridos
Vos est�o sempre entregando?
Al�ados de quando em quando
V�o dizendo a occulta d�r;
Abaixallos, he peior;
Que essas vistas contrafeitas
D�o �s vezes mais suspeitas,
De que o peito occulta amor.
_Mandando huma gallinha a huma Pretinha bonita, que gostava de brincar
com ellas_.
As tuas fulas m�oszinhas,
Que a fome j� n�o descarna,
E que de crearem sarna
Pass�o a crear gallinhas;
Acceitem crea�es minhas,
Que eu a outros fins guardava;
Senhora com c�r de escrava,
Alta estrella, que em ti brilha,
Manda que se d� � Filha
Aquillo que o Pai furtava.
CANTIGAS
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