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Page 17
E se ha entre homens desvelo
(Coiza que aqui contradigo)
Conta com hum, que he singelo;
E foi sempre teu amigo,
Quanto os homens podem s�lo.
CARTA
_Ao Illustrissimo, e Excellentissimo Senhor Conde de Villa Verde D. Joz�
de Noronha, hoje Marquez de Angeja_.
Senhor, eu n�o sou culpado;
Tra�ar outros Versos quiz;
Mas tenho perdido o trilho
Com as Trovas do Luiz;
A Muza, que ha pouco as fez,
Outra rima n�o me inspira;
Por mais que mordo nas unhas,
E que em v�o temp�ro a Lyra.
Acceitai meus bons dezejos;
E como homem de raz�o
N�o desprezeis baixos Versos,
Quando os dicta o cora��o;
Minhas fi�is express�es,
Filhas de amor, e saudade,
O que n�o tem em poezia,
Lhe vai supprido em verdade.
Em quanto co'as soltas v�las,
For�adas do vento rijo,
Demandava a Galeota
Os areaes do Montijo;
Em quanto ao Principe Augusto
O patrio T�jo se humilha,
E sobre os rasgados hombros
Lhe leva a soberba quilha;
Meus olhos, meus tristes olhos,
Nas aguas seguindo a esteira,
De lagrimas se arrazav�o
Sobre as praias da Junqueira.
Dentro do cansado peito
Se ateou crua peleja;
Senti huma guerra viva
De saudades, e de inveja;
N�o era de baixa inveja
Affecto grosseiro, e injusto;
Era invejar ao Creado
Ir junto a seu Amo Augusto.
Senhor, n�o sou atrevido;
Ha lugares derradeiros;
O meu dezejo me punha
Entre a chusma dos Remeiros;
Com as faces a�oitadas
Dos agudos ventos frios,
Entre os borrifos das ondas,
E as pragas dos Algarvios;
A Ap�llo pedindo a Lyra,
Que s� para isto inv�jo,
Cham�ra das frias grutas
As loiras Filhas do T�jo;
Que escutando o som divino
Entre as h�midas moradas,
E levantando nas ondas
Suas cabe�as doiradas;
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